Sepultamento dos restos mortais da engenheira foi adiado para sexta-feira

Marleide havia desparecido dia 21 de agosto de 2010, hoje, faltando 10 dias para completar um ano saiu o resultado dos exames de DNA depois que encontraram uma ossada na Ilha de Itaparica.

Conceição do Coité

O sepultamento que estava previsto para acontecer às 15h desta quinta-feira, 11, foi adiado para sexta-feira, 12, no mesmo horário. De acordo com Walter Dias, tio da engenheira ambiental Marleide Junqueira, 38 anos, o motivo do adiamento foi a burocrácia por parte do IML, mas está confirmado para amanhã a liberação e imediatamente sairá com destino a Coité, para realização do velório e sepultamento no cemitério municipal de Conceição do Coité, sua cidade natal onde morou e estudou até os 17 anos.

Os tios de Marleide que residem em Conceição do Coité, Acrísio Dias de Oliveira e José Maciel de Oliveira, decidiram que o caixão vai ficar na residência de Acrísio aonde correr o velório. A residência fica na Travessa Senhora Santana, Bairro Matadouro, vizinho ao CRAS.

O CN falou por telefone com Walter e o mesmo relatou que é grande o sofrimento entre todos os membros da família, para ele, foi praticamente um ano de angustia e embora muitos já tivessem dado como morta, a família mantinha muita esperança de encontrá-la viva. “Mas o destino quis assim, ela foi assassinada de forma brutal e o autor tem que pagar por isso, pois ele matou uma pessoa e destruiu a vida de muitos”.

Os tios Acrisio ao telefone e José em contato com Walter definindo o sepultamento

Walter falou também que todos os membros da família estão sem sintonia da vida desde 21 de agosto do ano passado, ninguém conseguiu mais levar uma vida normal e há cada momento que surgia algo referente a ela, era como se fosse às primeiras horas depois do seu desaparecimento.

A senhora Idália Dias, 86 anos, chora a todo o momento a perda da neta, “a gente não se conforma, se fosse Jesus que tivesse chamado do modo dele, era sofrimento, mas era o chamado dele”, lamentou a aposentada.

Os familiares foram informados do resultado do DNA por volta do meio dia de hoje, 10, e informaram ao CN que publicou de primeira mão, pois só às 15h a Secretaria de Segurança Pública iria reunir a imprensa para divulgar o resultado.

Os restos mortais de Marleide, foram encontrados em um matagal entre Mar Grande e Bom Despacho em frente a uma empresa de ônibus, depois de uma busca em locais de possível desova.  Os ossos foram encontrados em três caixas, o que indica que a vítima deve ter sido esquartejada.

Um funcionário do Exército, que admitiu ter participado da ocultação do cadáver, levou os agentes da 11ª Delegacia, em Tancredo Neves, ao local – uma área de Mata Atlântica, onde encontraram a ossada humana.

Ex namorado tido como principal suspeito

De acordo com fontes da Secretaria da Segurança Pública, o funcionário do Exército declarou que o ex-namorado da vítima, Antônio Luís Santos, 42 anos, matou Marleide após desferir um soco. Com o impacto, a engenheira caiu e bateu a cabeça, morrendo no apartamento dele no Doron – local preferido do casal para namorar.

Antônio está preso na Unidade Especial Disciplinar (UED) do complexo penitenciário de Mata Escura.

Por: Raimundo Mascarenhas

 Ossada encontrada na Ilha de Itaparica é mesmo da engenheira natural de Coité