
A Associação de Judô Coiteense sob a coordenação do sensei Vladson Matos já se consagrou entre os melhores da Bahia e também já se tornou respeitado na categoria quando compete Brasil afora.Depois de conquistar a seletiva etapa Bahia e o campeonato Brasileiro região III, conseguindo classificar no Sub 15, a atleta do Mas Educação Larissa da Silva Ramos (faixa azul) depois de muita dedicação da atleta e do próprio professor Vladson ela consagrou-se campeã da seletiva e Ana Clara Matos (faixa marrom) campeã do Sub 18, na categoria menos 52.
Segundo a sensei Vladson não está sendo tão difícil treinar os atletas, conseguir bons resultados, mas tem encontrado dificuldade mesmo é patrocínio para viajar para competir, e segundo Vladson já pensou até em desistir, antes da viajem para Belo Horizonte em entrevista para o Calila Noticias, e também com postagem no facebook ele disse: está difícil, ser atleta é difícil, muitas vezes pensei em parar por falta de incentivo, por falta de apoio, mas por amor ao que faço eu continuei, pelo minha equipe eu continuei, pela minha família eu continuei, quantas e quantas vezes nos treinos eu ouvia o desabafo do meu Sensei, ao falar que o que mantém nossa academia é o amor pelo Judô, é a esperança de formar grandes cidadãos e grandes atletas, como hoje temos os melhores judocas da Bahia, de 2010 pra cá sempre colocamos pelo menos um atleta como melhor da Bahia, sempre elevamos o nome de Conceição do Coité ao nível mais alto possível, levamos o nome de nossa cidade, a nível internacional, temos hoje em nossa cidade um vice campeão sul-americano, para uma cidade de interior, julgada sem muita “estrutura” é muito, o amor pelo esporte supera qualquer estrutura, cada competição é uma nova batalha de uma guerra constante, saímos de nossa cidade na madrugada, pegamos um ônibus e vamos para competição, ser atleta realmente é difícil, porque fazer 11 horas e meia de viagem, dentro de um ônibus escola “amarelinho” feito para crianças e ainda ter que dormir no chão, não é fácil, só mesmo para quem ama o esporte e para quem está disposto passar por isso, e o que ganhamos com isso, além de medalhas? Nada! Reconhecimento? O que é isso? Se fossemos reconhecidos teria alguém do nosso lado para ajudar sempre, sem que a gente esteja se humilhando para pedir ajuda para representar nossa cidade, nosso estado, muitas vezes vejo meu Sensei angustiado sem saber como vai fazer para pagar nossas viagem para fora do estado para representarmos a Bahia em campeonatos nacionais, porque ele sabe que oportunidade bate na porta e depois vai embora, então temos que agarra-la de qualquer forma, e é o que ele faz, ele se aperta, tira do dele mas essa oportunidade ele nos proporciona, porque ele acredita que um dia vamos conseguir o que merecemos, vamos conquistar esse reconhecimento que vemos tentando conquistar a mais de 15 anos, mas enquanto isso, continuamos treinando, e competindo com garra e determinação, que nunca faltou em nossa equipe, parabéns aos atletas da Associação de Judô Coiteense.
Essa dificuldade é constante, segundo Vladson em competição em Salvador e Região Metropolitana a Prefeitura disponibiliza o transporte, mas quando a competição é fora do estado não conta com esse apoio.
Segundo Vladson a passagem e toda logística da atleta Larissa do Programa Mais Educação e estudante do Colégio Durval da Silva Pinto, foi conseguido junto a DIREC 12,além de outras pessoas que tem colaborado, mesmo assim a equipe precisa tirar do próprio bolso para completar na despesa.
A gente tem um convênio com a Prefeitura de Coité, agradecemos por isso, mas não podemos contar com esses recursos para custear as viagens, só nos resta correr de loja em loja pedido apoio e acaba sendo humilhante para a gente, pessoas que a gente sabe que pode ajudar dizer não ter condições. A gente faz atleta e cidadão de bem, contribui para não aumentar o número de menor e jovem infrator, mas ninguém pensa nisso, todos se preocupam com a crescente onda de violência, mas não olha que nosso trabalho contribui para tudo isso, veja nosso Slogan desde a criação do Judô Coiteense “ Pratique Judô Diga Não às Drogas”, concluiu Vladson Matos que garantiu que o trabalho que desenvolveu durante a semana com Ana Clara e Larissa a expectativa é de conquistar medalha, mas sabe que não é fácil, pois vai competir com atletas dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais cidade sede do Campeonato denominado Brasileiro Região III e Bahia.
Os campeões de cada estado garantirão vaga para o Brasileirão deste ano, cujo local ainda não foi divulgado.
Redação CN