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Vaquejada de Serrinha aparece na nova ‘ficha suja’ por manter pessoas em condições de trabalho escravo

O parque é um dos 28 novos empregadores na "lista suja" do trabalho escravo divulgada pelo Ministério da Economia

Na Vaquejada de Serrinha, na Bahia, trabalhadores tinham que dormir em redes ao lado do curral Imagem: Gerusia Barros/Auditoria Fiscal do Trabalho

Repercutiu na quinta-feira, 03, na imprensa nacional a notícia que a Vaquejada de Serrinha, uma das mais tradicionais da Bahia e do Nordeste, enquanto vaqueiros concorriam a prêmios de até R$ 50 mil e Anitta e Luan Santana eram as principais atrações do evento, 17 funcionários responsáveis por cuidar dos animais trabalhavam em situação análoga à escravidão.

De acordo com a publicação do UOL, alguns dos trabalhadores dormiam em redes no curral, mesmo lugar onde se alimentavam, ao lado das fezes dos animais. Não havia geladeira, mesas ou cadeiras. A fiscalização feita pelos auditores fiscais do trabalho em parceria com o Ministério Público do Trabalho aconteceu em setembro de 2016 no Parque de Vaquejada Maria do Carmo e responsabilizou a administração do evento por uso de mão de obra análoga, à escravidão.

O parque é um dos 28 novos empregadores na “lista suja” do trabalho escravo divulgada pelo Ministério da Economia – esses 28 integrantes foram responsáveis por terem submetido 288 trabalhadores à escravidão moderna.

CN | Fonte: UOL