A jornalista Wanda Chase morreu na madrugada de quinta-feira (3), ao passar por uma cirurgia de aneurisma dissecante da aorta, no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador.
De acordo com o médico cardiologista e ecocardiografista Paulo Roberto Souza, o aneurisma acontece quando há uma dilatação anormal de algum vaso arterial e a camada da aorta se rompe.
A aorta é a maior artéria do corpo humano, responsável por transportar sangue rico em oxigênio do coração para todo o corpo. O rompimento da aorta é a consequência mais grave do aneurisma.
Conforme explicou o médico, o diagnóstico da doença pode ser dado, por exemplo, através de um ecocardiograma, durante um check-up. No entanto, os casos mais comuns são de pacientes que sentem fortes dores no abdômen ou na região do tórax e precisam dar entrada imediatamente em unidades de saúde.
“Para poder entender melhor, é como se nossos vasos sanguíneos tivessem camadas e, quando há a dissecção, cada uma começasse a se soltar uma da outra. É uma emergência médica das mais fatais, não só da cardiologia, como de toda a medicina. A dissecção da aorta do tórax é um tipo mais grave”, destacou o médico.
Segundo o cardiologista, quando o paciente é diagnosticado, deve realizar procedimento cirúrgico com urgência.
A cirurgia endovascular, que é um procedimento menos invasivo, é feita na sala de hemodinâmica, quando o cirurgião, através de um acesso, geralmente pela parte femoral [segunda maior artéria do organismo, fica na região da coxa], coloca uma prótese na aorta, para reestabelecer o funcionamento do fluxo sanguíneo.
O especialista aponta que pessoas que possuem hipertensão, tabagistas, com alteração na válvula aórtica ou doenças genéticas fazem parte do grupo de risco para desenvolvimento do aneurisma de aorta.
“Se o paciente tem alguma doença ou faz o check-up regularmente, muitas vezes o médico consegue detectar uma dilatação da aorta de forma precoce e pode realizar uma cirurgia eletiva antes que venha a ter a dissecção da aorta”, destacou o cardiologista.
CN | Fonte: g1