A jornalista Wanda Chase, um dos principais nomes do jornalismo da Bahia, morreu na madrugada desta quinta-feira (3) em Salvador, aos 74 anos. Nascida no Amazonas, tinha título de cidadã soteropolitana, e se tornou referência como apresentadora, militante do movimento negro e defensora da cultura do estado. Informações obtidas pelo Bahia Notícias parceiro do Calila, apontam que ela teria morrido após uma cirurgia no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador.
Ela receberia o título de cidadã do estado logo após o Carnaval (13/03), mas compartilhou que tinha sido acometida por uma virose durante a festa, e que uma nova data seria agendada para a honraria.
“Queridos, tudo bem com vocês? Eu estou acometida com a virose do Carnaval! Mas, fiquem tranquilos! Já estou me cuidando! Infelizmente não tenho condições de receber o título de cidadã baiana pela ALBA, proposta pela bancada do PT, liderada pela querida Deputada Estadual Fátima Nunes. Estando recuperada 100% informo para vocês uma nova data! Se cuidem! Estou me cuidando!”, escreveu na época.
A convite da deputada estadual Fátima Nunes, o CN iria fazer a cobertura da entrega do título que acabou sendo adiado.

Na proposta feita pela deputada Fátima Nunes, líder da bancada do PT, em julho de 2024, a política justificou o título a Wanda como um reconhecimento dos mais de 30 anos de experiência da jornalista com enfoque nas manifestações artístico-culturais baianas.
“Nada mais justo que reconhecê-la, também, enquanto cidadã baiana, a fim de pronunciar, em termos oficiais, uma ideia já compartilhada por todos: falar de Wanda é, ao mesmo tempo, tratar da Bahia e das suas manifestações culturais, que ganham novos contornos, tons e significados quando descritas pela voz e pelo texto detalhista, profundo e sempre contundente da jornalista”, dizia a justificativa.
Neta de caribenhos e com mais de 47 anos de experiência em comunicação e mais de 45 prêmios recebidos, Wanda ganhou destaque no estado como apresentadora da TV Bahia.
Iniciou sua carreira jornalística no Jornal A Crítica, em Manaus, foi estagiária na TV Amazonas e trabalhou em Recife e Campina Grande. Já na década de 80, Wanda visitava a Bahia para participar das passeatas pela libertação de Nelson Mandela, assim como da Noite da Beleza Negra e da Noite da Mãe Preta, através do Movimento Negro Unificado
A morte de Wanda acontece 4 dias depois do jornalismo baiano perder outro grande nome. Kardé Mourão que no seu extenso curriculo consta a presidência do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (SINJORBA).