Política

Pimenta é relator de Projeto de Lei que trata de renegociação das dívidas dos cacauicultores

Sem crédito, os cacauicultores não tiveram mais como investir.

Grupo no Zap
Edson Pimenta é deputado federal pelo PSD

Deputado Edson Pimenta apresenta relatório favorável ao Projeto de Lei nº 3.759, de 2012, que institui renegociação de dívidas originárias de operações de crédito rural, tendo como beneficiários os cacauicultores.

O PL propõe sejam renegociadas as dívidas originárias de operações de crédito rural, contraídas até 31 de dezembro de 2011 por cacauicultores nas modalidades investimento ou custeio agrícola. As condições propostas para a renegociação são as seguintes:

I – juros: taxa efetiva de 3% ao ano;

II – prazo de pagamento: até 30 anos, com carência de até 3 anos;

III – prestações: anuais, iguais e sucessivas.

Em seu relatório Edson Pimenta, faz as seguintes observações: “o autor do PL nº 3.759, de 2012, Deputado Félix Mendonça Júnior, é profundo conhecedor das dificuldades com que convivem os cacauicultores, há muitos anos. Devastada a partir do ano de 1989 pela doença conhecida por “Vassoura de Bruxa”, a lavoura do cacau experimentou longo período de baixa produtividade e de preços não compensadores do cacau no mercado internacional. A combinação desses fatores fragilizou significativamente a estabilidade financeira dos produtores.

A decorrente insuficiência de renda resultou no acúmulo de dívidas, o que levou as instituições financeiras a restringirem o crédito ao setor. Sem crédito, os cacauicultores não tiveram mais como investir na adoção de tecnologias que conduziriam à recuperação da produtividade da lavoura, como a renovação dos cacauais, com a substituição do plantel atual por clones tolerantes à “Vassoura de Bruxa”.

A proposição contribui para o equacionamento dessa questão, pois o prazo proposto de 30 anos para o pagamento das dívidas e as demais condições da renegociação resgatam a capacidade de pagamento dos cacauicultores, o que lhes credencia a acessar as linhas de crédito existentes e, com isso, investir na renovação dos cacauais”.

Fonte: Assessoria Parlamentar