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Decisão do Senado acena queda de Dilma

Tudo isso só acontecerá depois de o presidente interino, Michel Temer, passar à condição de definitivo no cargo. Aí muita coisa tenderá a mudar.

Grupo no Zap
Foram nada menos de 59 votos contra 21
Foram nada menos de 59 votos contra 21
Foram nada menos de 59 votos contra 21

Está praticamente chegando ao fim o processo de impeachment que a presidente afastada, Dilma Rousseff, responde, a partir da votação no Senado na noite de terça-feira (9), com a aceitação do relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG).

Foram nada menos de 59 votos contra 21. Dilma pode até tentar, como pretende, mas a decisão ocorrida foi maior do que a esperada. O curioso é que os três senadores que representam a Bahia, Otto Alencar (PSD), Lídice da Mata (PSB) e Roberto Muniz (PP), votaram contra, como aconteceu na primeira fase do impeachment. A presunção é de que a contagem definitiva na última fase, neste final de mês, deverá ficar entre 63 a 65 votos, provavelmente com a manutenção da decisão dos três baianos que tendem a permanecer firmes na postura em relação aos seus votos.

Este fato demonstra, sem dúvida, a força do governador Rui Costa, que desde a primeira votação na Câmara dos Deputados pela maioria dos parlamentares encaminhou a bancada estadual na direção de Dilma. Foi a Bahia, aliás, que a ela deu a maioria dos votos entre os estados federativos. Como há uma expectativa de mudanças envolvendo o PT, que já nesta eleição municipal que se avizinha está a perder muitos candidatos – a maior queda nos últimos 20 anos – haverá provavelmente mudanças maiores em razão das dificuldades que Lula experimenta.

Dificuldades que se tornarão mais fortes em setembro ou, no mais tardar, em outubro. Essa é uma probabilidade que já se nota dentro do PT. Tudo isso só acontecerá depois de o presidente interino, Michel Temer, passar à condição de definitivo no cargo. Aí muita coisa tenderá a mudar.

Bahia Notícias