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AC – Ataque a tiros em escola deixa duas servidoras mortas e causa pânico entre alunos

Adolescente de 13 anos é apontado como autor dos disparos; vítimas eram inspetoras e aulas foram suspensas em toda a rede estadual

Um ataque a tiros dentro do Instituto São José, em Rio Branco (AC), na tarde de terça-feira (5), deixou duas servidoras mortas e outras duas pessoas feridas, causando grande comoção e levando à suspensão das aulas em toda a rede pública estadual por três dias.

As vítimas fatais foram identificadas como Alzenira Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37, ambas inspetoras da escola. Elas foram atingidas no corredor da unidade e morreram ainda no local. Colegas relataram que as duas eram profissionais dedicadas e bastante queridas pela comunidade escolar.

Raquel e Alzenir foram mortas em ataque a tiros no Acre — Foto: Reprodução

Os feridos foram uma estudante de 11 anos, baleada na perna, e uma funcionária de 45 anos, atingida no pé. Ambas receberam atendimento médico e tiveram alta no mesmo dia, sem ferimentos graves.

De acordo com a polícia, o autor dos disparos é um aluno de 13 anos da própria escola. Ele utilizou uma arma que pertence ao padrasto, que também foi detido. Após o ataque, o adolescente se apresentou espontaneamente no quartel da Polícia Militar. As autoridades investigam a motivação e apuram se outros estudantes tinham conhecimento prévio do crime.

O ataque ocorreu durante o horário de aula e provocou pânico entre alunos e professores. Estudantes relataram que, ao ouvirem os tiros, se jogaram no chão, enquanto professores apagaram as luzes e orientaram barricadas improvisadas com cadeiras para impedir a entrada do atirador nas salas.

Equipes do Samu, Polícia Militar, Polícia Civil e do Instituto Médico Legal foram mobilizadas para atender a ocorrência. A perícia ainda deve esclarecer a quantidade de disparos e a dinâmica exata do crime.

Em resposta à tragédia, o governo do Acre suspendeu as aulas até sexta-feira (8) e anunciou apoio psicológico a alunos, professores e familiares das vítimas. As autoridades reforçaram que o caso segue sob investigação para esclarecer completamente as circunstâncias e responsabilidades.

CN | g1