A prefeita de Cansanção, na região sisaleira da Bahia, Vilma Rosa de Oliveira Gomes (MDB), voltou atrás na decisão de nomear a própria filha, Pollyanna Oliveira Gomes, para o cargo de chefe de gabinete da Prefeitura. A medida foi tomada após a repercussão negativa da nomeação, que provocou questionamentos sobre possível prática de nepotismo.
A anulação foi oficializada por meio da Portaria nº 079/2026, datada de quinta-feira (22), apenas seis dias depois da nomeação, ocorrida em 16 de outubro.
No documento, assinado pela própria prefeita, consta a decisão de tornar sem efeito a nomeação de Pollyanna, que havia sido formalizada pela Portaria nº 075/2026.
O caso ganhou repercussão na imprensa estadual e nas redes sociais. O Calila Notícias publicou a nomeação na terça-feira (20), destacando que a escolha da filha para um cargo comissionado levantava questionamentos sobre as regras que proíbem o favorecimento de familiares na administração pública.
A legislação brasileira, por meio da Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelece restrições à nomeação de parentes para cargos comissionados e funções de confiança. Existem particularidades na interpretação da regra para cargos de natureza política, mas a chefia de gabinete não está automaticamente incluída nessas exceções.
Em manifestação divulgada após a repercussão da nomeação, a Prefeitura de Cansanção defendeu a escolha, argumentando que Pollyanna possui formação em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, além de experiência profissional em gestão e planejamento.
Apesar da justificativa apresentada anteriormente, a administração municipal decidiu anular o ato. A portaria de revogação não informa os motivos da mudança de decisão.
Nomeação durou apenas seis dias

Com a publicação da Portaria nº 079/2026, a nomeação de Pollyanna Oliveira Gomes foi oficialmente tornada sem efeito.
Até o momento, não foi informado quem ocupará o cargo de chefe de gabinete da Prefeitura de Cansanção.
A decisão encerra, administrativamente, uma nomeação que durou apenas seis dias e que colocou a gestão municipal no centro de uma discussão sobre a indicação de familiares para funções de confiança no serviço público.
