Neste domingo, 26 de julho, quando é celebrado o Dia dos Avós, milhares de famílias homenageiam aqueles que representam o elo entre as gerações. Em Conceição do Coité, uma dessas histórias chama atenção não apenas pelo carinho dedicado aos descendentes, mas pela dimensão da árvore genealógica construída ao longo de mais de oito décadas de vida.
Moradora da Rua Antônio Nunes Gordiano, Maria de Lurdes Oliveira Teles, carinhosamente conhecida como Lurdinha, tem 81 anos e já reúne cinco gerações da mesma família. São 10 filhos — dos quais oito chegaram à vida adulta —, 23 netos, 25 bisnetos e dois trinetos, estes últimos conhecidos popularmente como tataranetos.
Lurdinha ainda não teve a oportunidade de conhecer as trinetas, já que nasceram em Santa Catarina.

Prestes a completar 82 anos, em novembro, Lurdinha acredita que ainda poderá alcançar um feito ainda mais raro: conhecer os primeiros tetranetos antes mesmo dos 100 anos de idade. Para isso, basta que a sequência de gerações continue crescendo no mesmo ritmo em que marcou sua história familiar.
Ela conta que tudo começou muito cedo. Engravidou pela primeira vez entre os 12 e 13 anos, mas perdeu o bebê ainda recém-nascido. Aos 14 anos nasceu Jucineide, sua filha mais velha, que anos depois daria início ao ramo da família responsável por levar Dona Lurdinha à condição de trisavó.

Uma curiosidade que pouca gente conhece
Embora seja comum ouvir alguém dizer que já tem “tataranetos”, a genealogia faz uma distinção interessante.
A sequência correta é: filho, neto, bisneto, trineto, tetraneto e pentaneto.
Assim, Aylla Sofia e Emanuela são trinetas de Dona Lurdinha, embora muita gente utilize, no dia a dia, a palavra tataranetas para se referir a elas.
Elas ainda são bem criancinhas, mas se tiverem filhos, Maria de Lurdes passará a integrar um grupo ainda mais seleto de brasileiros: será tetraavó ou tataravó, podendo conhecer um tetraneto aos 100 anos, para isto faltam 18 anos e 4 meses.


