O desembargador baiano natural de Conceição do Coité, Salomão Resedá, tornou pública uma situação inusitada envolvendo depósitos feitos em seu nome relacionados ao auxílio emergencial do Governo Federal e também a valores ligados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo ele, a descoberta ocorreu após identificar a existência dos recursos em conta vinculada à Caixa Econômica Federal, mesmo sem jamais ter solicitado qualquer benefício.
Ao comentar o caso, Resedá afirmou que decidiu expor a situação, apesar do direito ao sigilo bancário, para transformar o episódio em um gesto de conscientização e exemplo de postura ética diante de recursos públicos recebidos indevidamente.
De acordo com o desembargador, a primeira providência será buscar os meios legais e administrativos para devolver integralmente os valores aos órgãos responsáveis. “Eu farei porque não é dinheiro meu. E o que não me pertence não me interessa”, afirmou.



