Dois policiais civis foram mortos a tiros dentro de uma viatura da Polícia Civil na madrugada desta quarta-feira (20), no município de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. O principal suspeito do duplo homicídio é o também policial civil Gildate Góes, de 61 anos, que integrava a mesma equipe das vítimas e acabou preso horas depois do crime.
As vítimas foram identificadas como Yago Gomes Pereira, de 33 anos, natural de Sergipe, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural de Pernambuco. Ambos atuavam na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia, município vizinho a Paulo Afonso, na Bahia.
Segundo informações da TV Asa Branca Alagoas, os três policiais retornavam de uma ocorrência quando Gildate, que estaria no banco traseiro da viatura, teria efetuado disparos contra os colegas. As vítimas foram atingidas na cabeça e morreram ainda no local, na Rua Floriano Peixoto, no centro da cidade.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM-AL) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas os agentes já estavam sem sinais vitais quando o socorro chegou.
De acordo com a Polícia Civil de Alagoas, o suspeito foi localizado e preso em casa. Ainda conforme a corporação, ele apresentava “falas desconexas” no momento da prisão. A motivação do crime ainda não foi esclarecida e o caso segue sob investigação.
Yago Gomes havia ingressado na Polícia Civil em 2023. Já Denivaldo Jardel integrava a corporação desde 2003. A polícia informou ainda que Gildate Góes fazia parte das forças de segurança desde 1993.
Pai de policial morto contesta versão de surto

O pai de Yago Gomes, Pedro Pereira, contestou a versão inicial de que o suspeito teria sofrido um surto psicológico. Em entrevista à TV Asa Branca Alagoas, ele afirmou acreditar que o filho foi executado.
“Para matar meu filho, que estava dirigindo a viatura no momento do crime, o assassino encostou a arma na cabeça do Yago e disparou. Isso não é um crime aleatório, não me parece um surto, mas, sim, uma execução”, declarou.
Pedro Pereira, que também atua como policial judiciário em Sergipe, disse que o filho estava ao volante da viatura quando foi atingido. “Sou policial há muito tempo. Sei como alguém atira quando quer matar. A pessoa quis executá-lo de forma perversa”, afirmou.
Suspeito teria envolvimento em outros crimes
O delegado da Polícia Civil de Sergipe, Luciano Cardoso, amigo da família de Yago, afirmou à imprensa que Gildate Góes já teria sido investigado anteriormente por outros casos, incluindo o assassinato de um ex-colega há cerca de 15 anos e a morte de um cachorro a tiros.
Segundo ele, a família pretende solicitar um laudo psiquiátrico do suspeito.
A Polícia Civil de Alagoas informou que detalhes sobre a investigação seriam apresentados durante coletiva marcada para a tarde desta quarta-feira, na sede da Delegacia Geral, em Jacarecica.
Os corpos dos dois policiais passaram por perícia no Instituto Médico Legal (IML) e foram liberados para sepultamento. O corpo de Yago Gomes deve ser levado para Aracaju, onde será velado e enterrado nesta quinta-feira (21).
CN | Fonte g1/AL



