Morador do bairro desde que nasceu, ele contou ao g1 que o amor pela seleção argentina começou ainda na adolescência, durante a Copa do Mundo de 1990. “Eu me identifiquei com o Cláudio Caniggia, que fez um gol contra o Brasil. Foi a partir daí que nasceu esse amor”, relembrou.
A admiração foi tanta que ultrapassou o futebol e chegou até a família. Os dois filhos receberam nomes inspirados em ídolos argentinos: Riquelme Santos de Jesus, hoje com 20 anos e também pintor, e Ian Messi, de 12 anos.
A escolha dos nomes faz referência a dois grandes ídolos da história do futebol argentino. Juan Román Riquelme foi um dos principais meio-campistas da seleção argentina e teve destaque também pelo clube Boca Juniors. Já Lionel Messi é o maior artilheiro da história da Argentina, campeão da Copa do Mundo de 2022 e considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Segundo Klebão, as mães das crianças não aprovaram a ideia, mas ele fez questão de registrar os nomes.
A paixão também toma conta do interior da residência. A sala é decorada com bandeiras, camisas e outros objetos ligados à Argentina. A bandeira pintada na fachada também foi desenhada por ele.
Apesar da repercussão nas redes sociais, Klebão disse que só descobriu a dimensão do vídeo depois.
“Eu nem me liguei que fizeram os vídeos. Os comentários foram surgindo e eu fui vendo a repercussão.”
Eliminado da Copa do Mundo, o Brasil não teve a torcida de Klebão em nenhuma circunstância. Ele afirmou que sempre torceu pela Argentina e comemorou a saída da seleção brasileira da competição.
“Ontem foi um dia de glória, o Brasil fora.”
Segundo ele, nunca acreditou na Seleção Brasileira. “Nunca depositei a fé no Brasil. Muita gente falava sobre Pelé, mas eu via mesmo era Maradona e agora o Messi. É um amor desde sempre.”
Nesta terça-feira (7), às 13h, a Argentina enfrenta o Egito pelas oitavas de final da Copa do Mundo, e Klebão já fez até previsão para o placar.
“Será 3 a 0 em cima do Egito. Salah não vai achar nada.”
Quando a Argentina entra em campo, o torcedor prefere assistir aos jogos em casa. Já o filho mais velho, Riquelme, mantém uma camisa da Seleção Brasileira guardada e costuma acompanhar as partidas do Brasil na casa da mãe.
Se depender da superstição de Klebão, a rotina também muda conforme o resultado. Porém, o amor pelo país continuará o mesmo, independente do que o futuro reserva.
“Se a Argentina perder, não vou trabalhar. Mas jamais deixo de torcer. É a última Copa de Messi”, finalizou.
g1



